CALL IT WHAT YOU WANT

 Como já repararam, visivelmente o nosso site mudou! 




 Olá outra vez! A partir de agora todas as sextas vamos ter novo conteúdo por aqui.
 Estava cheia de saudades de escrever para vocês, e tenho aproveitado este tempo para trabalhar a minha criatividade e meter alguns objetivos (os que são possíveis fazer a partir de casa) em prática.
 Quero ainda este ano conseguir dobrar ou triplicar o número de publicações, mas para isso preciso de perceber a vossa aderência agora que estou de volta. 😀

 Visto que ainda não tinha aparecido por cá em 2020, queria mesmo partilhar algumas coisas destes últimos meses. 

 Então, tinha pensado em seguir uma ordem cronológica mas isso ia fazer com que esta conversa terminasse em "pandemia", por isso vamos meter isto no modo aleatório (mas organizado, não fosse eu a mulher das listas).


Pandemia

 Eu sei, parece que estamos a ver um filme. Normalmente é aquele tipo de filme que eu começo a ver, fico ansiosa e desisto no primeiro minuto trágico. No entanto, é a nossa realidade no momento, então não tem botão de saída. É estranho que o nosso maior ato de amor com os outros é a distância. Porque para mim atos de amor é ligar para a minha avó à última da hora, dizer-lhe que vou lá almoçar e ela cozinhar para mim mesmo assim, mesmo que até ela já tenha almoçado. É entrar em casa dela, ouvir o Dunga a ladrar, vê-la a vir na minha direção para me abraçar, meter música enquanto ela cozinha e dançarmos juntas. Isso é amor. Amor é fazer uma viagem de 9h de carro, para poderes estar com alguém dois dias. Eu sei, tenho sorte, sou a filha mais babada do mundo. Amor também é ligarem-te no momento mais aleatório do dia (às 15h da tarde ou às 2h da manhã) só para ir tomar café. Amor é estares em casa com as tuas amigas a fazer panquecas para o pequeno-almoço. Amor é combinarem ver uma série com uma amiga mas "perderem" o tempo a conversar. E depois acontece algo assim e percebes que amor vai muito além do que sempre nos disseram. Tentar expressar-me é tão difícil, mas espero que percebam que o amor que estou a tentar descrever não é um amor romântico, é um amor muito além disso, tão além que por muito que eu escrevesse nunca o iria conseguir mostrar, não é algo que se vê, ou que se percebe, é algo que se é e que se sente.

FUI VIAJAR!

 Em fevereiro fiz a minha primeira viagem para fora do país com uma amiga, e foi provavelmente a melhor experiência deste ano! Não desvalorizando o resto de 2020, mas devido ao que está a acontecer neste momento não existe muita coisa que se possa fazer... Fomos para Barcelona, quem me segue no instagram deve de achar que eu estive lá um mês inteiro devido à quantidade de fotos que fui publicando, mas juro que foram só quatro dias. Quatro dias do caraças. É assim que eu gostava de descrever 2020 no final do ano: do caraças.
 Em Fevereiro já se falava sobre isto, mas ainda não tínhamos noção de que ia ser assim, por isso nem sequer nos passou pela cabeça cancelar a nossa viagem. Quando voltei de Barcelona, comprei uma viagem para França e fui passar uma semana com os meus pais. Fevereiro foi um mês muito muito bom! Agora sobre os planos adiados... Supostamente ia com duas amigas minhas a Paris este ano. Ainda não tínhamos nada comprado, mas era quase certo que ia acontecer porque tínhamos a sorte de ter estadia. Bem, com tudo o que se está a passar agora é quase impossível, se decidirmos fazer alguma coisa e se tivermos essa oportunidade vamos ficar pelo nosso país, que inclusivé é o que aconselho a toda a gente fazer neste momento, até mesmo por toda a questão financeira de Portugal.

 Sou mais do que as minhas redes sociais

 Sinto-me até constrangida em escrever isto, mas acho que é importante. As redes sociais, o instagram, o youtube, seja lá o que for, são meros acessórios da pessoa que és. Imagina que o teu instagram é um colar. Se em algum momento eu perder o colar, continuo a ser eu. Eu não sou o meu colar. Gosto das redes sociais, de ter o meu lugar de fala e de partilhar as cenas que eu gosto. Nunca inventei nada e nunca fui alguém que eu não sou. Ao mesmo tempo, por muito que vejam todos os meus vídeos e todas as fotografias que tenho, nunca me vão conhecer como as pessoas que vivem comigo diariamente. Eu escrevi "vivem" e não "convivem". E esta é a razão pela qual não consigo chegar à beira de alguém e falar abertamente sobre gostar de gravar vídeos. Esta é a razão pela qual é extremamente raro ter eu a iniciativa de adicionar alguém que conheça em alguma rede social. Não é por medo de me criticarem, é por meterem em mim uma ideia pré-concebida, como se eu fosse só aquilo, só um vídeo de 10 minutos. E eu sou muito mais do que um vídeo de 10 minutos, somos todos. Imaginem comigo: vocês estão numa mesa com outras pessoas. Em algum momento começa-se a falar sobre viver sozinha, por exemplo, e eu comento que vivo sozinha à algum tempo e sou interrompida por alguém que me diz que sim, que já sabe que eu vivo sozinha há alguns anos, que sabe que blá blá blá, e termina a frase com um belo de um ponto final. Como se, mais uma vez, fosse um vídeo de 10 minutos. Deu para perceber o quão frustrante é? Porque disse que era só um exemplo mas já aconteceu comigo, muito mais do que uma vez. As pessoas vêm meia dúzia de vídeos teus, assumem que tu és meramente aquilo e que, de certa maneira, já não precisam de fazer muito para te conhecer, porque já te conhecem. Acham elas.


Novos Hábitos

 Estes últimos tempos dediquei-me a três coisas que percebi que gostava e que eram importantes para mim: fazer exercício, tocar guitarra e cozinhar. 
 Fazer exercício só me trouxe coisas boas, à duas/três semanas que consigo dormir mesmo bem, a minha ansiedade anda muito mais controlada e sinto-me realmente bem, física e psicologicamente. Criar novos hábitos é tão difícil, que às vezes os hábitos que estamos a tentar substituir continuam presentes naquilo que transmitimos, passei um monte de tempo a pensar nisto à uns dias. Como disse, ando a dormir mesmo bem, mas dormir foi em muitos momentos super complicado para mim. Vou começar a falar no passado para manter este hábito no passado também, okay? Então, dormia pouco. Tinha dificuldade em adormecer e acordava ao meio da noite. Grande parte das vezes quando acordava não consigia voltar a dormir ou sequer ficar na cama, então há um mesito atrás vocês iam-me ver na sala ás 4h da manhã, a ler o último livro que comprei, na minha mantinha e com ncis a passar na tv. Isto claro, enquanto comia umas bolachas incríveis. Mesmo estando a dormir bem agora, à uns dias no meio de uma conversa soltei a frase que era típica da Sofia de não conseguir dormir em condições, e segundos depois fiquei a pensar porque raio tinha dito aquilo se nas últimas semanas tinha dormido tão bem. Aprendemos a conviver com tantas coisas que a tornamos um hábito, mesmo que seja negativo para nós. Tenho a noção de que consegui criar uma rotina de sono por causa de fazer exercício físico, é algo que te ajuda mesmo psicologicamente, então sim, tinha de gastar um parágrafo para levantares o rabo do sofá, ires até ao meu instagram e ver o destaque de exercício. Criei-o à pouco tempo, mas tenho partilhado todos os vídeos que tenho seguido por lá.
 Sobre cozinhar: a quarentena fez-me perceber que quero cozinhar para as outras pessoas. Eu sei, no meio de tantas conclusões incríveis foi esta que me calhou. Já gostava de cozinhar, mas nunca foi uma forma de carinho da minha parte. E hoje estou à espera que os meus pais venham para eu fazer outra vez a mousse incrível que fiz no outro dia, e para mostrar as novas receitas vegetarianas às minhas amigas. Muito wife materiali know, vamos ver até quando isto vai durar (não se iludem, se eu cozinhar significa que alguém vai ter de lavar a loiça). 
 E por fim, tocar guitarra. Não sabia que era possível fazer algo que te traz tanta tranquilidade. Gosto mesmo muito, parece que me sinto mais eu quando o estou a fazer. Acabei por partilhar convosco algumas partes nas redes sociais e vocês gostaram imenso, demasiado até eu diria, é que agora pedem-me para tocar e cantar e eu não o consigo fazer quando me pedem, só sai naturalmente. Inclusive, nunca toquei à frente de ninguém pessoalmente, desculpem a desilusão, sou mais tímida do que pareço. Mas gosto mesmo, não me lembro de ter outro hobbie que me desse tanto prazer.

 Queria agradecer-vos muito por continuarem desse lado, fico mesmo feliz. Obrigada, obrigada, obrigada. 

Até à próxima sexta! 
Um beijo,
Sofia

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